Semente - Deau

Semente - Deau

  • Yayın yılı: 2019
  • Dil: Portekizce
  • Süre: 5:12

Şarkının sözleri aşağıdadır Semente , sanatçı - Deau çeviriyle birlikte

" Semente " şarkısının sözleri

Çevirili orijinal metin

Semente

Deau

O que é que uma semente tem a ver contigo?

Escuta até ao fim aquilo que eu te digo)

Um dia deram-me uma semente, fechei-a na mão

Corri a mostrá-la a toda a gente, inocente

Exibi-a com orgulho e entre os dentes disse-lhe:

— Vou-te dar o mundo, sê paciente

Procurar um sítio onde

O solo seja fértil e te fecunde

As nuvens chorem e o sol não se esconde

Mas nos subúrbios sítios desses existem onde?

(Existem onde?)

O sol é de cimento, o céu é tão cinzento

Nuvens densas condensam os raios de sol lá dentro

Existem muitas pessoas por metro quadrado de área

Que antes de nascer tu já estás a ser calcada

Abri a mão, senti-te na minha palma

Eu não menti, juro-te do fundo da alma

Dou a mão à palmatória, é aqui que a história acaba

Comecei a dar-te o mundo e acabei por dar-te nada

(Acabei por dar-te nada, acabei por dar-te nada, comecei a dar-te… nada)

De repente, sopra uma rachada de vento, tento fechar a mão

Não fui a tempo, foges entre os dedos

Entro em desespero, espero o amanar desse sopro

Que apela pelo teu bem-estar pouco a pouco

Arrumo tudo para o lado, rumo em direção a ti

Mas cada vez sopra mais, eu nunca mais te vi

Eu corro para ti, por ti aqui perdido, decidido

A encontrar-te, mas sou mal sucedido

E eu só queria dar-te sol, água e sustento

E dar-te amor, afecto e parte do meu tempo

Desorientei-me sem rosa dos ventos

Ao ver-te levada ao sabor do vento

(Ao sabor do vento, ao sabor do vento)

Eu nunca me esqueci de ti, apenas de ti

Moras com barreiras para me lembrar que era aqui

O sítio onde devias estar, desafiar a gravidade

Lutar com raízes, libertar sementes mais tarde

É verdade, acredites ou não

Não há um dia que passe sem que me assombre a razão

O dia em que sem contar, ia quando um passar

E veio um vento forte e tu escapaste da minha mão

Sabes quem me dera que isso não tivesse acontecido

Porque apesar de tudo também podias ter sido

Um cravo na ponta de uma espingarda

Ou uma flôr num ramo misturada, numa mão apaixonada

Ser um malmequer com as pétalas certas

Para lhe dizeres que bem lhe queres nas certas alturas

Ser uma hera, trepar muros e moradias

E brilhar todos os dias, sem medo de alturas

Um girassol numa terra qualquer

Ou uma flôr no cabelo de uma mulher que se põe gira ao sol

Ou então, um dente de leão

Que espalha sementes ao vento em qualquer direção

Mas não és e eu sei a razão

É porque não consegui fechar a tempo a minha mão

E desde aí que eu anseio o teu perdão

(perdoa-me)

Desculpa, perdoa-me, talvez já não te lembres de mim

Quando era pequena quiseste dar-me um jardim

Procuraste mas no fim não encontraste

E o vento levou-me para fora desse contraste

Assim nos separámos e eu ainda te vi correr

Mas ele soprou mais até que nos deixámos de ver

Eu não te sei dizer para onde me levou

Mas tudo aquilo que a tua boca me falou

Havia calma, água e luz no solo

Havia espaço, harmonia e a luz do sol

Havia tudo um quase, tudo no mesmo espaço

Mas faltava-me o amor desse teu abraço

Por isso, pedi-lhe que me levasse de volta

Que me deixasse cair mesmo à tua porta

Onde é difícil crescer, mas não me importa

Eu sabia que havia forma de dar a volta

E apesar do meio não ter o que eu queria

Nos subúrbios nuvens não se comovem, o sol não brilha

Dizem que existe tudo no meio do nada

Quntas vezes eu te vi sentado nessa calçada?

Desanimado com a vida

Despedaçado com a partida

De entes queridos que não te avisaram da data da ida

Inconformado por não teres ninguém ao lado

Com quem partilhar os momentos que te têm inquietado

O silêncio não se cala, tens um encontro com a solidão

Ninguém te fala e os amigos não te encontram

Foste vencido pelos princípios que defendes

Amas ser livre e é por amor que te prendes

Nessa altura, fazes algo que não te apercebes

Os teus olhos são nuvens e a chuva que me concebes

É força metriz que faz a minha raíz brotar

E desafiar as leis da sobrevivência deste lugar

Há dias em que te sentas nessa calçada

Rasgas a cara com um sorriso

Narras as vitórias que travas

Neste piso, e nesse preciso instante

Dá-me o que precisas tanto, sem te aperceberes do quanto

E foi assim que eu cresci por aqui

Não há nada no meio, mas há actos em ti:

Os teus olhos fazem chuva

A tua boca sol, quando ri

Tu és aquilo que fazes com tudo o que fizeram de ti

Acredita, conforme uma planta:

Água e sol servem para fazer a fotossíntese

Tu vives e cresces no seio do amor

Das lágrimas e do sorriso de quem te ama

Meu irmão, a vida é simples:

Faz de ti a flôr mais bonita do teu jardim

Não tens de ser mais que os outros

Mas tens de ser mais bonito aos teus olhos

Mais simples e mais puro, meu irmão

Percebeste, o que é que uma semente tem a ver contigo?

O que é que uma flôr tem a ver contigo?

O que é que um jardim tem haver contigo?

Espalha esta palavra a um amigo…

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